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Escolas

Casa da Árvore: uma escola cheia de luz

A luminosidade é presença marcante na Casa da Árvore, que recebe crianças desde o berçário até aos três anos. Contando com um espaço de jardim privilegiado, esta escola promove a brincadeira livre, tirando partido de materiais naturais, de modo a abrir espaço para a imaginação dos mais novos.


Luz é a primeira palavra que ocorre para descrever a sensação quando se entra na Casa da Árvore, uma escola destinada à primeira infância, que recebe crianças desde o berçário até aos três anos. Situada no Restelo, numa vivenda com grandes janelas rasgadas sobre o jardim, esta creche caracteriza-se por  uma grande luminosidade natural, que tem continuidade no espaço interior, marcado pela transparência das vidraças das salas.


O próprio gabinete da direção, onde trabalham as diretoras Teresa Vieira de Almeida e Mariana Patrocínio, bem como a diretora pedagógica Rita Veiga, tem paredes de vidro, que permitem a visibilidade para o exterior. Esta luminosidade, que é uma imagem marcante nesta escola, também transparece nestas profissionais que coordenam uma equipa de educadoras e de auxiliares motivada, estável, dedicada e coesa.

 
Com sete salas, uma das quais de berçário, a Casa da Árvore conta com grupos com um número de crianças reduzido, para que os adultos responsáveis lhes possam dar a devida atenção, estabelecendo uma relação personalizada com cada uma delas, sem perder de vista a dinâmica que se estabelece progressivamente com a vivência do coletivo.


Mais do que a preocupação de alinhamento com determinada corrente pedagógica, a Casa da Árvore elegeu uma pedagogia eclética, procurando tirar o melhor das linhas de pensamento com as quais se identifica, sempre com uma preocupação que se sobrepõe a todas as outras: o respeito pela essência de cada criança e pelas dinâmicas das famílias.

Uma escola de portas abertas


Considerando-se uma escola de portas abertas, existe muita proximidade com os pais e flexibilidade no funcionamento, havendo abertura para ajustar o horário das crianças, de modo a privilegiar o tempo de qualidade passado com a família, considerado tão importante na primeira infância.

 
“Se uma criança não viu o pai à noite, porque estava a trabalhar, e teve oportunidade de tomar o pequeno-almoço com ele de manhã, só saiu a ganhar”, afirma Teresa Vieira de Almeida, para quem a escola pode e deve adaptar-se a estas circunstâncias, acolhendo as crianças e integrando-as nas atividades à medida que chegam.


Esta liberdade, flexibilidade e acolhimento são completados com um diálogo continuado com as famílias, que são sempre convidadas a participar e a acompanhar a integração dos filhos na escola, que deve ser realizada de forma gradual. Mas, com o tempo, como salienta Rita Veiga, “os pais têm de nos dar espaço para criarmos relação com as crianças”.


A partir dessa relação privilegiada e afetuosa que se estabelece com cada uma das cerca de 80 crianças que frequentam a escola, pode haver necessidade de dialogar com os pais, com sensibilidade, poder de escuta e empatia, mas também com sensatez, experiência e conhecimento, essenciais para aconselhar as famílias, quando necessário.


A jovialidade de Mariana Patrocínio, da mesma geração dos pais da escola, contribui para reforçar essa proximidade e para um maior entendimento dos desafios que se colocam atualmente às famílias, assoberbadas com informação sobre a parentalidade, num mundo com muitos estímulos, no qual, por vezes, é necessário saber parar para pensar.

Um jardim que é um convite para brincar livremente


Se o espaço interior é luminoso e acolhedor, o espaço exterior corresponde plenamente a tudo aquilo que se pode desejar para esta faixa etária. Com um jardim amplo, as crianças têm espaço de sobra para fazer aquilo que é mais importante nesta idade: brincar, explorar, descobrir e aprender.

 
Para o fazerem, dispõem de elementos naturais, como areia, troncos de árvore e pauzinhos, aos quais se acrescentam artefactos como pás, colheres de pau ou panelas. A ideia é fornecer oportunidades de brincadeira com objetos de uso comum que, pela sua falta de sofisticação, desafiem as crianças a tirar partido e a desenvolver a sua imaginação.


Durante todo o ano (a menos que o dia esteja muito chuvoso), as crianças usufruem deste espaço de liberdade, com o equipamento adequado para as diversas estações do ano. Mas é no verão que o jardim revela todo o seu potencial de brincadeira, com piscinas, mesas de água e mangueiradas que refrescam tanto quanto divertem.


Como refere Rita Veiga, o espaço exterior é de tal modo privilegiado que, tendo em conta a idade das crianças, nem há necessidade de sair para o exterior. A intenção é proporcionar-lhes o máximo de tempo possível de brincadeira ao ar livre, em contacto com a natureza.

Casa da Árvore: uma escola cheia de luz

História da Casa da Árvore

A Casa da Árvore conta com três décadas de existência, que se desenvolveram em dois espaços diferentes, até chegar à sua atual morada, na Praça da Malaca, no Restelo, que partilha com a cooperativa A Torre, que recebe crianças desde o pré-escolar até ao 2.º Ciclo.

 
Fundada por Teresa Vieira de Almeida e por Isabel Poppe, abriu com a oferta de playgroup, que recebia crianças durante algumas manhãs por semana. Para corresponder às expetativas dos pais, foi aumentando gradualmente o seu tempo de funcionamento, até passar a assegurar o acolhimento das crianças durante o dia inteiro.

 
Sempre privilegiou as atividades artísticas, culturais e desportivas, contando atualmente com a oferta de atividades nas áreas da Música e da Motricidade, que são complementadas com a colaboração de uma contadora de histórias que encanta as crianças com o seu talento.

Para mais informações, consultar:
https://www.casadaarvore.pt/