Famílias
Blocos magnéticos para todos os gostos
Os meus netos gostam muito de brincar com jogos de blocos magnéticos, constituídos por figuras geométricas coloridas translúcidas que têm ímanes nas arestas para fazer construções planas ou tridimensionais.
Com um preço acessível e possibilidade de ir adquirindo mais caixas para aumentar e complexificar as construções, estes jogos são desafiantes e cativam as crianças ao longo do tempo, sendo muito requisitados quando brinco com as crianças.
Individualmente ou em parceria, as peças oferecem hipóteses de construção progressivamente mais complexas, que vão sendo descobertas à medida que são montadas pelos mais novos, mas que podem obedecer a planificação e a instruções, por parte dos mais velhos.
Comercializadas em diversas marcas, existem versões mais simples, que contam com quadrados e triângulos equiláteros e são adequadas para os mais novos. Estas versões permitem encontrar novas utilizações, por exemplo colocando bonecos dentro das construções, como tanto gosta o meu neto Amadeo, com dois anos.
A minha neta Amparo, de quatro anos, já aprecia as versões mais complexas e gosta de seguir as instruções, revelando uma capacidade de visualização espacial desenvolvida para a idade. Estas versões mais complexas podem contar com outras figuras geométricas, como triângulos isósceles, hexágonos, trapézios, losangos ou semi-conferências.
Mas os meus netos mais velhos, com cinco e sete anos, também gostam dos blocos magnéticos, particularmente das coleções com maior diversidade de figuras geométricas, adequadas para crianças em idade escolar. Nas escolas, desde há alguns anos existe um material didático utilizado para trabalhar as figuras e os sólidos geométricos, os polidrons, com potencialidades semelhantes, mas com uma forma de encaixe que exige maior precisão motora.
Assim, ao mesmo tempo que se constituem como fonte de entretenimento, estes jogos também potenciam diversas aprendizagens matemáticas, como conhecer as propriedades de diferentes figuras geométricas planas, descobrir a planificação dos sólidos geométricos a partir da ligação de figuras planas, identificar propriedades em sólidos geométricos, estabelecer relações de equivalência entre figuras planas (quando a criança junta dois triângulos para fazer um quadrado) e perceber como é que as diferentes figuras podem pavimentar, constituindo padrões.
Enquanto as crianças brincam, os pais e os avós podem ir dando nomes às figuras e aos sólidos geométricos, para que os filhos e netos se vão familiarizando com os mesmos, mas não necessitam de estar preocupados com as aprendizagens. Estas vão-se processando naturalmente, à medida que as crianças têm oportunidade de experimentar, durante a brincadeira.
Fotografia de Catarina Aguilar
