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Parentalidade

Contos para pensar

A partir do imaginário dos contos de encantar, são abordadas temáticas relevantes relacionadas com a educação na atualidade. De uma forma criativa e apelativa, procura-se evocar o encanto da infância e os desafios que se colocam ao desenvolvimento infantil, sem perder de vista a necessidade de consistência e de profundidade para pensar sobre a parentalidade.

O ponto de partida para abordar estas temáticas é uma já longa experiência profissional como professora do 1.º Ciclo e diretora de escola com as valências de pré-escolar e 1.º Ciclo, acumulada com as vivências numa família com muitas crianças. Este saber de experiências feito é sustentado através de uma reflexão pessoal e da leitura de autores selecionados com obras publicadas sobre estes assuntos.

Organização da rubrica Contos para Pensar

A rubrica Contos para Pensar encontra-se organizada da seguinte forma:


• Tema em destaque

Nesta rubrica, é apresentado o tema do dossier cujos conteúdos vão ser disponibilizados ao longo das próximas semanas.


• Artigo do dossier
Semanalmente, é divulgado um artigo do dossier, de forma sequenciada.
Os artigos desse dossier já disponibilizados ficam visíveis. Quando se chega ao último artigo de cada dossier, estes são incluídos num Dossier temático, que é arquivado no Repositório de dossiers temáticos.

• Repositório de dossiers temáticos
Serve de arquivo aos dossiers, quando está concluída a sua divulgação.

Estrutura dos dossiers temáticos

Os dossiers são estruturados em torno dos seguintes itens:


• Artigos de reflexão
Cada dossier tem cerca de seis ou sete artigos, que vão sendo disponibilizados semanalmente na rubrica Contos para Pensar.

• Entrevista
Conforme o tema de cada dossier, é entrevistada uma personalidade cuja atividade profissional esteja relacionada com esta área.

• Conta-me Contos…
Os dossiers terminam com um pequeno apontamento sobre contos de fadas que abordem as temáticas desenvolvidas.

• Bibliografia
No final de cada dossier, é divulgada a bibliografia utilizada, que pode servir de inspiração para novas leituras.

Temas dos dossiers


E se o Peter Pan não fosse o único a não querer crescer?

Mais de um século depois da publicação da história do Peter Pan, poderemos estar a assistir a uma crescente dificuldade no processo de amadurecimento das crianças. Será que é a própria sociedade que não favorece a passagem à idade adulta? Será que são os novos paradigmas educativos que não ajudam a crescer? Importa refletir sobre estas questões para que a imaturidade não se torne endémica, com o risco de nos transformar a todos em peixes num aquário de semiadultos.


Quem manda lá em casa: o urso ou os ursinhos?
A pergunta em tom algo provocatório sobre quem manda lá em casa − se os ursos ou o ursinho − serve para chamar a atenção para uma problemática emergente na educação das nossas crianças, relacionada com as questões da hierarquia entre gerações, da autoridade parental e da necessidade de limites.

E se não fosse possível sermos sempre muito felizes para sempre?
Os enredos dos contos de fadas terminam inevitavelmente com um final feliz, que os contadores de histórias dos nossos dias tentam recuperar, para que nos sintamos sempre felizes. O problema é que, quanto mais perseguimos a felicidade, mais este ideal parece afastar-se de nós. E que tal alterarmos esta narrativa, aceitando e integrando os sentimentos considerados “negativos”, sem os quais dificilmente rejubilaremos com os “positivos”?

E se, tal como Alice, tivéssemos de atravessar para o outro lado do espelho?
O excesso de positivisação da sociedade leva-nos a privilegiar permanecer deste lado do espelho, valorizando as qualidades consideradas “positivas”, e a evitar atravessar para o outro lado, no qual nos deparamos com o reverso da positividade. E que tal ter a ousadia de Alice, atravessando para o outro lado do espelho, de modo a integrar o lado oposto dos binómios que completam a nossa humanidade?

E se os pais não fossem os génios da lâmpada?
Num tempo em que a infância é especialmente valorizada, pode haver tendência para conotar os pais com uma espécie de génios da lâmpada, aos quais cabe por inerência o papel de satisfazer os desejos dos filhos. Mas… e se, na verdade, os pais não fossem – nem tivessem de ser – os génios da lâmpada? E se, na realidade, os desejos das crianças não pudessem – nem devessem – ser todos satisfeitos?

• E se as fadas madrinhas não fossem tão omnipresentes na educação da Bela Adormecida?
À semelhança das fadas madrinhas da Bela Adormecida, os pais atuais também pretendem dar aos filhos uma educação de qualidade para que tenham sucesso no futuro, bem como protegê-los das situações de risco. Mas será que este estender das asas dos pais é aquilo que mais ajuda as crianças a voar?

• Espelho meu, espelho meu, existem pais melhores do que eu?
Movidos pelo desejo de exercerem bem o seu papel parental, os pais questionam o pequeno espelho que têm lá em casa. Este devolve-lhes as imagens difundidas pelo grande espelho das redes sociais, que retratam famílias aparentemente perfeitas. É na distância existente entre a família real e a ideal que pode ter origem a insegurança parental. Mas não tem de ser necessariamente assim.

E se não tivéssemos de perder o maravilhamento dos contos de encantar?
Não, não estamos condenados a perder a capacidade de maravilhamento, à medida que nos tornamos adultos! Nem tão pouco devemos contaminar esta natural aptidão que faz parte do património inato das crianças. Deixemos que estas se transformem nas nossas grandes mestras, embarcando numa aventura coletiva que amplifica a propensão para nos maravilharmos.


Contos para pensar