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Aprendizagem

Leitura e escrita

A leitura e a escrita abrem um mundo de possibilidades


Se perguntarmos a uma criança qual a sua expetativa quando entra para o 1.º ano de escolaridade, a maioria responde que quer aprender a ler e a escrever. Esta expetativa estende-se às famílias que, naturalmente, desejam que os seus filhos percorram o caminho que separa o mundo dos não leitores do mundo dos leitores.

Neste dossier, dá-se particular destaque à fase da aprendizagem da leitura e da escrita, abordando os métodos de iniciação, as conceções que estes têm por detrás, as fases da aprendizagem da leitura e as especificidades do sistema de escrita alfabético, que é o utilizado na língua portuguesa.

No caso do sistema português, que é considerado de complexidade intermédia por comparação com outras línguas, é necessário que o leitor principiante desenvolva, desde cedo, capacidades de reflexão sobre a relação entre o oral e o escrito.

O desenvolvimento destas capacidades revela-se essencial para progredir na leitura, conquistando a fluência e a precisão leitoras necessárias para compreender a mensagem escrita.

A par e passo com o desenvolvimento da criatividade, é valorizado o gosto pela escrita, com intenções comunicativas diversificadas. Mas também há que dar atenção ao aperfeiçoamento dos textos escritos, não só ao nível da ortografia e da pontuação, como também no que respeita ao encadeamento das ideias e à riqueza do vocabulário utilizado.


Perante a diversidade de métodos existentes, nunca é demais salientar que, enquanto uma criança realiza a aprendizagem da leitura e da escrita, aprende bem mais do que a ler e a escrever. Durante esse processo, constrói uma ideia da leitura e da escrita que pode contribuir para a aproximar ou afastar destas atividades.
 
Para formar uma criança leitora e que aprecia escrever, é relevante a opção por uma visão pedagógica de acordo com a qual a criança − ao invés de aprender a ler e a escrever primeiro para ler e escrever depois − aprenda a ler lendo e aprenda a escrever escrevendo, em interação com os seus pares e com o seu professor.

Esta abordagem contribui para formar crianças leitoras, que retiram prazer da leitura e são capazes de aceder ao significado daquilo que leem, utilizando a escrita com fins comunicativos diversificados. Quando as crianças realizam estas conquistas, abre-se um mundo de possibilidades.

Neste dossier, também se abordam atividades de caráter prático que as famílias podem realizar para estimular o maravilhamento com a leitura e incentivar o gosto pela escrita. Mas, para tal, os pais não têm de desempenhar o papel de professores dos filhos. Basta que sejam pais e que envolvam as crianças em atividades quotidianas relacionadas com a vida real, às quais também não podem faltar os ingredientes secreto da afetividade e do encantamento.