Aprendizagem
Caderno de atividades: Qual a relevância da leitura de histórias?
A importância dada pela família à leitura de histórias é muito significativa para a motivação com que as crianças partem para a aprendizagem. É fundamental que a leitura seja uma prática habitual, cultivada de forma prazerosa e afetuosa.
Qual a importância de os pais lerem histórias aos filhos?
A leitura é atualmente uma atividade bastante valorizada em contexto familiar. Desde cedo, muitas famílias instituem a leitura como prática habitual, conferindo-lhe um caráter de ritual na hora de as crianças irem para a cama.
À medida que as crianças crescem, os livros de histórias vão mudando e as solicitações também. Por volta dos três anos, as crianças costumam apreciar as histórias com repetições, em que as personagens vão realizando ações semelhantes, com pequenas diferenças, como, por exemplo, a história do Coelhinho Branco, da Galinha Ruiva, do Todos no Sofá, só para citar algumas.
Nesta fase, muitas crianças pedem para ouvir a mesma história até a saberem de cor, não aceitando a mínima alteração de pormenores. Chega a ser interpelante – mas também engraçado – que desejem ouvir a mesma história, noite após noite, sem se saturarem. Quanto aos pais, por vezes até já agradeciam uma mudança de história, para variar, e a boa notícia é que esse momento acaba sempre por chegar.
Seja por sugestão dos pais ou por iniciativa das crianças, há uma altura em que as crianças começam a apreciar a diversidade de histórias, com diferentes enredos e protagonistas. É um bom momento para introduzir livros diferentes, com narrativas, personagens, estilos e vocabulário diversificados.
Como ler histórias às crianças?
Quando contam histórias ao deitar, geralmente os pais leem com o livro virado para si e, depois, voltam-no para a criança para que esta veja as ilustrações. É uma forma intuitiva de contar histórias que também é muito do agrado das crianças.
Além desta, também é positivo recorrer a outras formas de posicionar o livro, nomeadamente com pais e filhos sentados lado a lado no sofá. Quando a história é contada desta forma, o texto é visto pelas crianças à medida que é lido pelos pais. Para que essa relação seja mais evidente, os pais podem colocar o dedo por baixo das palavras enquanto leem.
Deste modo, as crianças vão-se apercebendo de diversas características da escrita: da sua direccionalidade, com orientação da esquerda para a direita e de cima para baixo, e da existência de frases, de palavras e de letras, que ora são diferentes ora se vão repetindo nas palavras.
E que tal lançar novos desafios?
À medida que as crianças crescem, os pais podem colocá-las gradualmente perante novos desafios, começando a ler livros mais extensos, cuja leitura tenha de prosseguir noite após noite, interrompendo-a num momento particularmente empolgante da história para aumentar a vontade de continuar a escutá-la na noite seguinte. Quando a história é interrompida, as crianças têm uma oportunidade de realizar conjeturas e de imaginar o que vai acontecer, dando asas à criatividade.
Na noite seguinte, antes de retomarem a leitura, pais e filhos podem recordar o que já aconteceu na história, fazendo uso da memória e da capacidade de concentração. E, após a leitura dessa noite, mesmo que a criança insista para que esta prossiga, há benefícios na espera que convoca a tão necessária qualidade da paciência. A própria espera contribui para a antecipação do prazer de continuar a ouvir a história, aumentando essa vontade.
Como incluir os filhos na leitura?
Quando a criança começa a ler, os pais podem convidá-la a participar na leitura da história, mas sem transformar este momento numa prova na qual a criança tenha de demonstrar as suas competências. Ao princípio, basta que tente identificar algumas palavras mais familiares e, gradualmente, pode ir tentando descodificar aquelas que ainda não conhece.
À medida que adquire maior fluência na leitura, a criança pode ler algumas partes da história, cuja continuação é assegurada pelos pais. No entanto, quando a criança está a dar os primeiros passos na leitura, esta ainda é uma atividade que exige esforço e que é lenta, levando a que facilmente se perca o sentido daquilo que se lê.
O mais importante é que a criança vá começando a participar na leitura, mas sem que essa colaboração seja forçada ou transformada numa avaliação da performance do leitor principiante. E continuar a ouvir histórias, mesmo quando se principia a ler, é algo que sabe muito bem e é altamente recompensador para pais e filhos.
