Missão

Não sei ao certo o que se passou, mas das duas uma: ou foram os lugares de pedagogos que ficaram desertos, ou foram os outros especialistas que passaram para a linha da frente. Sem colocar em causa a importância dos especialistas que trabalham com crianças e jovens, nomeadamente profissionais de saúde mental e terapeutas com diversas valências, estou empenhada na revalorização do papel do pedagogo, reposicionando-o na primeira linha da ação educativa e recentrando-o na sua vocação primordial: a educação.
Há muitas questões que podem ser prevenidas, trabalhadas ou ultrapassadas com uma intervenção pedagógica de primeira linha, baseada no conhecimento pedagógico e na experiência acumulada, na reflexão aprofundada e no bom senso, na flexibilidade e na empatia. Sempre que necessário, a ação pedagógica pode ser desenvolvida em rede com outros especialistas, de acordo com as necessidades das crianças. Mas nem todos os desafios do desenvolvimento infantil têm de ser obrigatoriamente considerados patológicos, pois muitos deles são apenas isso mesmo: desafios a superar.
Volvidos 38 anos de carreira profissional, é precisamente este o terreno pedagógico em que desejo desenvolver a minha ação, apoiando as famílias com crianças entre os seis e os dez anos, nas temáticas da parentalidade e da aprendizagem. Como costumo dizer aos pais, nestas idades há muita margem de progressão, pelo que temos todos os motivos para ver sempre o copo meio cheio, desde que essa visão seja sustentada por uma ação adequada e sensível, consistente e personalizada.
Também as escolas se deparam, atualmente, com diversos desafios que exigem novas respostas ajustadas aos contextos específicos. Nesta linha, pretendo desenvolver um trabalho de consultoria com escolas com a valência de 1.º ciclo, no sentido de colaborar na elaboração, acompanhamento, avaliação e divulgação de projetos pedagógicos implementados ou a implementar no terreno, que marquem a diferença no quotidiano escolar.